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Shoppings apostam em minicidades ao redor para voltar a crescer o volume de pessoas

  • Foto do escritor: Matheus Cosmo da Mahpa
    Matheus Cosmo da Mahpa
  • 10 de jul.
  • 2 min de leitura

As maiores empresas de shopping centers do Brasil — Allos, Iguatemi e outras, com participação em 83 unidades — estão investindo pesado em minibairros ao redor de seus centros comerciais. A estratégia: erguer prédios residenciais, escritórios, hotéis, centros médicos e faculdades no entorno dos shoppings, aumentando o fluxo de pessoas e impulsionando as vendas dos lojistas. O movimento ganhou força porque o setor ainda não recuperou totalmente o número de visitantes pré-pandemia, afetado pelo e-commerce e pelo home office — e porque o espaço para novos shoppings nas cidades está cada vez mais escasso.


Campinas como exemplo concreto da tese

A cidade de Campinas (SP) é hoje o retrato mais claro dessa estratégia. Ao longo da Rodovia D. Pedro I, três bairros planejados estão sendo construídos simultaneamente, cada um vizinho de um grande shopping:

  • Parque Alphaville — em frente ao Parque Dom Pedro Shopping (Allos)

  • Órigo — ao lado do Shopping Galleria

  • Casa Figueira — junto ao Iguatemi Campinas


Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da cidade, a concentração desses projetos no mesmo eixo viário não é coincidência: reflete o momento de adensamento urbano que a região vive, com mais seis empreendimentos em fase de aprovação nos arredores.


Como o Parque Alphaville ilustra o modelo

O Parque Alphaville Campinas, com mais de 1,5 milhão de m² e três residenciais de alto padrão (Alphaville Parque, Terras Alpha Parque 1 e 2), soma lotes comerciais e áreas para incorporadores, além de meio milhão de m² de áreas verdes, parque linear de 3 km e infraestrutura de lazer completa. Localizado literalmente em frente ao Parque D. Pedro Shopping, o bairro exemplifica o modelo descrito por Rafael Sales, da Allos: ceder terrenos a incorporadoras parceiras — que bancam a obra e dividem o resultado da venda dos imóveis com o shopping — reduzindo a necessidade de capital próprio da empresa e transformando o entorno em fonte constante de novos visitantes recorrentes.


A lógica por trás do movimento

O caso de Campinas mostra, na prática, que a fórmula "shopping + minicidade ao redor" deixou de ser uma aposta isolada da Allos ou do Iguatemi e se tornou tendência estrutural do setor: ao trazer moradores, trabalhadores e estudantes para viver a poucos metros das lojas, os shoppings garantem fluxo diário — não apenas visitas ocasionais de compras — e se consolidam como o centro de convivência de bairros inteiros, não apenas como destino de consumo.


Para quem atua no mercado imobiliário, esta é uma excelente oportunidade de trabalhar com empreendimentos ao redor destes empreendimentos, que vão atrair investidores e moradores para próximo dos centros comerciais. Se você precisa de ajuda com estratégias de marketing imobiliário, fale agora com nossa equipe.

 
 
 

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